Informação sobre doenças da tireoide, causas, sintomas e tratamento das doenças da tireoide, incluindo os nódulos da tireoide.


Mostrando postagens com marcador hipertireoidismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador hipertireoidismo. Mostrar todas as postagens

Hipertireoidismo e hipotireoidismo congênito

Hipertireoidismo congênito é raro em recém-nascidos. Hipertireoidismo congênito transitório é provocado por doença de Graves materna. Imunoglobulina, estimuladora da tireoide passa da mãe para o feto através da placenta e causa tireotoxicose no feto e, posteriormente, no recém-nascido. Depois que o bebê nasce, a melhora é rápida se a condição for tratada com medicamentos antitireoidianos e o hipertireoidismo vai diminuir dentro de várias semanas. Hipertireoidismo congênito persistente é uma doença auto-imune não-familiar. Ela é causada por uma mutação genética que resulta num aumento da atividade constitutiva do receptor de TSH.
O hipotireoidismo congênito, devido a deficiência de iodo materno, é a principal causa de retardo mental evitável. Durante o tratamento da hormona da tireoide durante a gravidez, bem como da terapia de iodo materna prolongada (mais do que duas semanas de terapia ou superior a 1000 ug/iodo) pode também causar hipotireoidismo congénito. A condição é agravada pela coexistência de deficiências de selênio e vitamina A, ou deficiência de ferro. O tratamento para o hipotireoidismo neonatal deve ser iniciado o mais cedo possível, já que cada dia de atraso pode resultar em perda de QI. Se não for tratado, logo após o nascimento (nos primeiros 18 dias de vida), o atraso mental resultante vai ser irreversível.

Hipertireoidismo, níveis elevados de hormonas na tireoide

Hipertireoidismo representa uma infinidade de distúrbios da tireoide, caraterizados por níveis elevados de hormonas tireoideias em circulação. A incidência anual de hipertireoidismo é de 3 por 1.000 na população em geral, e a condição é oito vezes mais comum em mulheres do que em homens.
Hipertireoidismo pode resultar de uma sobreatividade generalizada da glândula tireoide ou de fatores que promovam o excesso de atividade da glândula. É importante distinguir entre estas causas, uma vez que o prognóstico e tratamento será diferente. Uma vez que se suspeita que o hipertireoidismo tenha base na apresentação clínica, e confirmado pelo hormônio da tireoide e determinação do nível de TSH, a forma geral de doença pode ser diferenciada por estudos de captação de iodo radioativo. A captação de iodo radioativo normal, ao longo de um período de 24 horas varia de 10 a 35%.
Hipertireoidismo é causado pela produção de níveis elevados de TSH (tumores, resistência pituitária), ou produção de estimuladores da tireoide diferente de TSH (anticorpos, como na doença de Graves, ou bócio multinodular. Hipertireoidismo diferencia-se de outras formas de elevada captação de iodo radioativo. A causa mais comum de hipertireoidismo é a doença de Graves, um processo auto-imune sistêmico, em que o corpo do paciente produz anticorpos contra o receptor de tirotrofina (TSH). Esses auto-anticorpos chamados imunoglobulinas estimulantes da tireóide (TSH [stim] ABS) estão presentes em 95% dos pacientes com doença de Graves e ativam o receptor de tirotrofina (TSH), e estimulam a produção descontrolada e liberação de T4 e T3. 
O hipertireoidismo causado por diferentes fatores que aumentam a produção da glândula tireoide podem resultar de doença inflamatórias da tireoide (tireoidite subaguda, tireoide "indolor"), da presença de tecido ectópico da tireoide (bócio ovarii, carcinoma folicular metastático) ou por fontes exógenas de hormônio da tireoide. Estas formas são diferenciadas de hipertireoidismo pela diminuição de captação de iodo radioativo. É importante notar que pacientes com hipertireoidismo não podem apresentar todos os sintomas associados ao hipertireoidismo, e podem apresentar variados resultados no teste de função da tireoide, dependendo da forma da doença. No entanto, geralmente, resultados de hipertireoidismo mostram aceleração de muitas funções fisiológicas. O coração bate mais rapidamente, e pode desenvolver um ritmo anormal, levando a uma tomada de consciência dos batimentos cardíacos (palpitações). A pressão arterial tende a aumentar. Muitas pessoas com hipertireoidismo sentem-se quentes, mesmo numa sala fria. Sua pele pode ficar húmida, já que tendem a suar profusamente. Frequentemente, existem também mudanças nas unhas. Pacientes com hipertireoidismo podem desenvolver tremor nas mãos, e geralmente têm bons reflexos profundos. Muitas pessoas sentem nervosismo, cansaço, e fraqueza, e ainda têm um aumento do nível de atividade. Pacientes com hipertireoidismo podem ter um aumento do apetite, mas perdem peso devido ao aumento das ações metabólicas do hormônio da tireoide. A maior parte dos pacientes que apresentam hipertireoidismo têm evacuações frequentes, ocasionalmente com diarreia, e mau dormir.

As pessoas mais velhas que têm hipertireoidismo podem não desenvolver estes sintomas característicos, mas têm o que às vezes é chamado de "apatia" ou hipertireoidismo "mascarado". Eles simplesmente tornam-se fracos, sonolentos, confusos, retirados, e deprimidos, sintomas frequentemente associados com o envelhecimento. No entanto, problemas cardíacos, especialmente ritmos cardíacos anormais, são vistos com mais frequência em pessoas idosas com hipertireoidismo. 
O hipertireoidismo pode causar alterações nos olhos, incluindo inchaço ao redor dos olhos, aumento da formação da lágrima, irritação e sensibilidade incomum à luz. Estes sintomas oculares desaparecem logo após o controle da secreção do hormônio da tireoide, exceto em pessoas com doença de Graves, a qual provoca problemas oculares únicos. O hipertireoidismo é frequentemente associado com um bócio ou nódulos da tireoide.

Tratamento do Hipertireoidismo

Embora seja uma doença que tem várias opções de tratamento, o hipertireoidismo pode trazer algumas consequências bem graves se não tratado adequadamente. As consequências mais temidas são:
  • Arritmias cardíacas (podendo levar até à morte).
  • Osteoporose.
  • Alterações na visão, podendo levar até à cegueira.
Em casos onde a produção de hormônios da tireoide é absurdamente excessiva, podemos ter um quadro chamado de “Tempestade Tireoidiana”, onde o paciente pode chegar ao coma e até à morte.

O hipertireoidismo possui vários tratamentos diferentes, cada um indicado para cada paciente:
  • Medicamentos antitireoidianos – já existem medicamentos que diminuem a produção de T3 e T4 pela tireoide e que melhoram todos os sinais e sintomas do hipertireoidismo, podendo inclusive levar à cura.
  • Iodo radioativo – é uma terapia segura, amplamente utilizada na Europa e nos EUA, sendo indicada principalmente para pacientes que não responderam bem aos medicamentos antitireoidianos.
  • Cirurgia – em casos específicos, a cirurgia pode ser necessária para controle do hipertireoidismo.
Lembre-se que o hipertireoidismo tem várias causas e vários tratamentos. Em caso de sintomas da doença, procure um endocrinologista para discutir com ele as causas de suas queixas e quais são as alternativas de tratamento no seu caso.
Não utilize qualquer tratamento sem a orientação e supervisão de um médico.

Hipertireoidismo

O hipertireoidismo é uma síndrome clínica que resulta do aumenta da função da glândula tireoide acarretando a tireotoxicose, quadro clínico caracterizado pela exposição dos tecidos a uma quantidade excessiva de hormônios tireoidianos, mas que nem sempre se origina da hiperfunção tireoidiana. A elevação dos níveis circulantes desses hormônios é responsável por diversos efeitos deletérios em múltiplos órgãos, principalmente no sistema cardiovascular e ósseo. Seu excesso causa aumento da freqüência cardíaca, da pressão arterial sistólica e da massa e contração ventricular esquerda. A tireotoxicose pode levar ao desenvolvimento de complicações graves como insuficiência cardíaca congestiva, cardiomiopatia e arritmias, principalmente fibrilação atrial (10-30%). O hipertireoidismo também está associado ao aumento da reabsorção óssea, e elevação da excreção de cálcio e fósforo na urina e fezes, com conseqüente diminuição na densidade mineral óssea e risco de fraturas em mulheres idosas. Estudos de base populacional demonstram que pacientes com hipertireoidismo apresentaram maior risco de mortalidade devido a doenças cérebrovasculares, cardiovasculares e fraturas do colo do fêmur. A tireotoxicose é também causa de transtornos neuropsíquicos importantes, como agitação psicomotora, transtorno de ansiedade e instabilidade de humor.
A prevalência do hipertireoidismo é estimada em 0,5 a 2% na população em geral, sendo mais comum em mulheres.

Diagnóstico do hipertireoidismo

Há diversos tipos de exames para a investigação do hipertireoidismo, cada um deles com uma função diferente.
No exame de sangue, podem ser dosados:
  • T4 livre e T3 livre – são os hormônios produzidos pela tireoide que causam todos os sintomas da doença. Nos pacientes com hipertireoidismo, eles vão estar elevados.
  • TSH – este hormônio (produzido pela glândula hipófise) deveria controlar a produção de T3 e T4 pela tireoide. Como a tireoide está produzindo T3 e T4 “por conta própria”, os níveis de TSH estão baixos.
  • Trab (anticorpos anti-receptor de TSH) – este anticorpo está presente nos pacientes com DG e é a causa da Oftalmopatia de Graves.
Além do tradicional exame de sangue, o médico pode também solicitar uma Cintilografia de Tireoide. A cintilografia é um exame simples e praticamente sem riscos que faz um “mapa da produção” de hormônios pela tireoide, permitindo identificar áreas que produzam mais hormônios (em caso de nódulos) e ajudando na programação do tratamento.

Sintomas do hipertireoidismo

O hipertireoidismo tem uma série de sintomas que são muito característicos, entre eles:
  • Tremores finos nas mãos
  • Pele quente e úmida
  • Sudorese excessiva (“suor quente”)
  • Intolerância ao calor
  • Taquicardia ou palpitações
  • Queda de cabelos
  • Unhas quebradiças
  • Perda de peso, incluindo perda de massa muscular
  • Fraqueza muscular
  • Irregularidade menstrual
  • Atraso no crescimento (em caso de crianças e adolescentes)
  • Diarreia
  • Aumento do tamanho da tireoide – o chamado “Bócio”
Estes sintomas são gerais e causados pelo excesso dos hormônios tireoidianos. Uma das formas mais comuns do hipertireoidismo é a Doença de Basedow-Graves ou Doença de Graves.
Na Doença de Graves, o corpo humano produz um anticorpo que estimula a própria tireoide a produzir um excesso de T3 e T4. Além de agir na tireoide, este anticorpo age também nos olhos; deixando-os vermelhos e “esbugalhados” - a chamada Oftalmopatia de Graves.

Hipertireoidismo nos idosos

O hipertireoidismo é comum nos doentes idosos. Na maior parte dos casos os sintomas são típicos, nervosismo, palpitações, hipersudorese, tremor e perda de peso. Noutras situações os sintomas de hipertireoidismo podem ser escassos.
Os idosos com hipertireoidismo podem não apresentar sintomas característicos, mas têm o que por vezes se chama hipertireoidismo apático ou oculto. Simplesmente tornam-se fracos, sonolentos, confusos, introvertidos e deprimidos. Os problemas cardíacos, especialmente os ritmos cardíacos anômalos, observam-se muitas vezes nos pacientes de idade avançada com hipertireoidismo.

Hipertireoidismo na criança

A doença de Graves (um distúrbio do sistema imunológico) é responsável por quase todos os casos de hipertireoidismo, em crianças. Felizmente, essa é uma doença rara nessa faixa etária, afetando apenas uma em cada 10.000.000 de crianças. A doença de Graves tende a ser mais comum em adolescentes, e a probabilidade de disfunção tireoidiana é maior em meninas do que em meninos.
Pode ser difícil reconhecer a doença de Graves em crianças porque, muitas vezes, ela se desenvolve lentamente, mas mudanças de comportamento e desempenho escolar, insônia, inquietude/irritabilidade e a necessidade de levantar à noite para urinar são os sinais mais comuns que devem ser observados. Entre outros sintomas, a própria tireoide fica tão avolumada que pode ser visível, mãos trêmulas, aumento de apetite com perda de peso, diarreia e os clássicos olhos esbugalhados.
Raparigas que desenvolvem hipertireoidismo depois da puberdade muitas vezes têm menstruação leve e infreqüente, ou podem até parar de ter sangramento.

O tratamento de crianças com hipertireoidismo visa reduzir a quantidade de hormônios tireoidianos no sangue.
Pode-se escolher cirurgia para crianças com efeitos colaterais aos medicamentos antitireoidianas existentes. Ao contrário do que ocorre com adultos, o tratamento com iodo radioativo é improvável de ser usado porque são desconhecidos os efeitos de longo prazo em crianças e adolescentes. Os pais ficarão mais tranquilos ao ouvir que o tratamento é tão efetivo em crianças quanto em adultos.
Crianças com diagnóstico de disfunção tireoidiana precisam do suporte das famílias para assegurar que tomarão o medicamento diariamente e para controlar seus problemas. Também é útil que a escola conheça o diagnóstico da criança e qual medicamento está sendo administrado.