Informação sobre doenças da tireoide, causas, sintomas e tratamento das doenças da tireoide, incluindo os nódulos da tireoide.


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Hipotireoidismo materno e fetal

O hipotireoidismo é uma condição na qual a glândula tireoide não produz hormônio tireoideano suficiente. 
Hipotireoidismo materno e fetal pode ocorrer quando o iodo materno é insuficiente ou quando não há ingestão adequada de iodo materno no início da gravidez. Neste caso, o saldo de iodo materno pode tornar-se negativo e nunca pode ser restaurado, mesmo com a eventual suplementação de iodo.
Mães com deficiência de iodo durante a primeira metade da gravidez podem produzir descendentes com graves danos cerebrais irreversíveis. Deficiência da tireoide materna tem sido associada a problemas neonatais de desenvolvimento, que podem causar mudanças duradouras na estrutura do cérebro e função cognitiva. 
Hipotireoidismo não controlado na segunda metade da gravidez, pode causar complicações maternas, tais como anemia, pré-eclâmpsia, aborto espontâneo, parto prematuro, e doença da tireoide pós-parto. Complicação fetal ou neonatal incluem prematuridade, baixo peso ao nascer, anomalias congênitas, má desenvolvimento neuropsicológico e natimorto.
Quando o status de iodo nutricional é adequado, doença auto-imune da tireoide (também chamada de tireoidite de Hashimoto) é o tipo mais comum de hipotireoidismo durante a gravidez. As mulheres grávidas com doença auto-imune da tireoide estão em maior risco de aborto e de doença da tireoide pós-parto (tireoidite incluindo, hipertireoidismo e hipotireoidismo), e existe um risco aumentado de deficiência permanente e significativa na função cognitiva, nos lactentes.

Doenças da tireoide durante a gravidez

A tireoide aumenta de volume (bócio) durante a gravidez, quase sempre entre 10 a 30%, mas este bócio não se traduz em qualquer problema desde que as hormonas estejam normais. Se for notado que tem um nódulo, pode fazer uma citologia (picada-biópsia) para ver a respectiva natureza.
A gravidez está associada a alterações, quase sempre normais e reversíveis, quer do doseamento de hormonas tireoideias, quer das dimensões da glândula.
A tireoide aumenta de tamanho durante a gravidez, ou seja, aparece bócio, o que não significa que haja alteração da produção hormonal. No entanto, podem realmente surgir aumento ou diminuição da função tireoideia. As mulheres que engravidam podem não notar os sintomas clássicos da doença, porque muitos deles aparecem também na gravidez normal. Por exemplo, uma grávida pode sentir calor, cansaço, nervosismo ou mesmo apresentar tremor das mãos. Uma observação do seu médico e o doseamento hormonal nessa altura, permitem informar do que se está a passar.
Uma mulher grávida com doença da tireoide é tratada de uma maneira diferente do homem, ou da mulher não grávida. Por exemplo, materiais radioactivos que são vulgarmente utilizados nos exames de estudo ou no tratamento destes doentes, nunca devem ser utilizados numa mulher grávida. Também a altura de uma citologia, cirurgia, ou mesmo os medicamentos para tratar o hipertireoidismo, são especiais durante a gravidez.
Deve discutir todas as suas dúvidas com o médico endocrinologista que a deverá seguir durante este período.

Tireoide e gravidez

A gravidez está associada com a necessidade aumentada de secreção hormonal pela tireóide desde as primeiras semanas após a concepção. Para que esta maior demanda ocorra, a gestação induz uma série de alterações fisiológicas que afetam a função tireoidiana e, portanto, os testes de avaliação da função glandular. Para as mulheres grávidas normais que vivem em áreas suficientes em iodo, este desafio em ajustar a liberação de hormônios tireoidianos para o novo estado de equilíbrio e manter até o término da gestação, geralmente, ocorre sem dificuldades. Entretanto, em mulheres com a capacidade funcional da tireóide prejudicada por alguma doença tireoidiana ou naquelas que residem em áreas de insuficiência iódica, isso não ocorre. O manejo de disfunções tireoidianas durante a gestação requer considerações especiais, pois tanto o hipotireoidismo quanto o hipertireoidismo podem levar a complicações maternas e fetais. Além disso, nódulos tireoidianos são detectados, com certa freqüência, em gestantes, o que pode gerar a necessidade do diagnóstico diferencial entre benignos e malignos ainda durante a gestação.