Informação sobre doenças da tireoide, causas, sintomas e tratamento das doenças da tireoide, incluindo os nódulos da tireoide.


Tratamento do Hipotireoidismo

O tratamento do hipotireoidismo, em geral, é necessário por toda a vida, a menos que seja transitório, como após uma tireoidite subaguda, ou reversível, induzido pelo uso de uma medicação que possa ser descontinuada.
Consiste na administração de levotiroxina sintética via oral, preferencialmente em jejum, pois a administração concomitante à alimentação pode diminuir em até 40% a sua absorção. Em situações habituais, aproximadamente 80% da dose ingerida é absorvida no intestino proximal e, devido à sua longa meia-vida de sete dias, a administração única diária resulta em concentrações constantes e estáveis de T3 e T4.
A dose deve ser estimada em cerca de 1,6 µg/kg de peso (podendo variar de 0,8 µg/kg a 2,0 µg/kg), geralmente sendo necessária uma dose mais elevada nos pacientes com câncer de tireoide tireoidectomizados e com hipotireoidismo central. Os valores de T4L se normalizam antes do TSH.
O TSH sérico é o melhor parâmetro para monitorar o tratamento do hipotireoidismo.
Deve ser reavaliado após três a seis semanas a fim de se ajustar a dose até a obtenção de concentrações normais do TSH, salvo nas situações específicas que serão discutidas posteriormente.
A partir daí, deve ser monitorado anualmente. O TSH acima dos valores normais indica a necessidade do aumento da dose de levotiroxina e o TSH suprimido indica a necessidade de diminuição da dose. O monitoramento do hipotireoidismo central, no entanto, deve ser feito através da dosagem do T4L e não do TSH.
Existem várias apresentações comerciais da levotiroxina no Brasil, de 25 µg a 200 µg, o que permite facilidade no controle preciso da dose necessária. O paciente deve ser orientado a manter a mesma marca de levotiroxina, devido à possibilidade de pequenas variações entre os fabricantes.
Pode-se iniciar a reposição de levotiroxina na dose plena nos pacientes mais jovens, porém pacientes idosos devem iniciar com doses menores.1 Após a introdução do tratamento, os pacientes já começam a notar melhora nos sintomas a partir da segunda semana, mas a recuperação completa pode levar meses no hipotireoidismo grave. O tratamento adequado reverte todos os sintomas do hipotireoidismo, exceto em casos de hipotireoidismo por tempo prolongado ou de demora no tratamento do hipotireoidismo congênito, que pode acarretar danos irreversíveis ao sistema nervoso central.
Doses acima do normal podem induzir hipertireoidismo subclínico (T4L normal e TSH diminuído) ou mesmo hipertireoidismo clínico. O principal risco nessa situação é a fibrilação atrial, que ocorre três vezes mais frequentemente em pacientes idosos com valores suprimidos do TSH do que em controles eutireoidianos.
Pacientes com hipertireoidismo subclínico, especialmente mulheres na pós-menopausa, podem ter uma aceleração na perda de massa óssea.
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